quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

I have seen many things in my life, some of them I'll never forget...


Subiu no onibus já desiludida com o dia que passara. Cansada, sentou-se na cadeira da frente a procura de algum dinheiro para pagar a passagem. Sentiu o vento bater em seu rosto pela janela do onibus, que corria pelas vias vazias da noite. Foi então que algo chamou sua atenção, aquele momento parecia ter uma trilha sonora. Sim, uma música tocava no fundo desta hora de sua curta vida, e era surpreendentemente bonita para o lugar em que estava. Parou e olhou para frente piscando os olhos algumas vezes a aguçando sua audição para ter certeza que não estava louca. Olhou para todo o interior do ônibus, reparou o motorista, reparou o cobrador, os passageiros. Tudo parecia real, e não. Passou talvez um minuto apreciando a música, sabia que ela acabaria a qualquer momento, que talvez nunca mais pudesse a ouvir. Com receio de perder um momento tão bonito de sua vida se virou para o cobrador e perguntou:

- Com licença, mas essa música é muito boa, você sabe de quem é?
- Claro, está no meu celular. O nome da música é My Mistake, do Pholhas.
-Como? - Ela disse, sem conseguir compreender o nome da banda.
-My mistake, do Pholhas.. Você tem algum lugar onde eu possa anotar?
- Claro, claro! Deixe eu pegar!

Alícia falou, se apressando para pegar algo para que o rapaz pudesse compartilhar de quem era a música que a havia encantado. Puxou seu bloquinho de anotações e uma caneta cheia de frufus do seu seu estojo floral e os estendeu para o moço com um sorriso no rosto.
 - Aqui.
Ela agradeceu, com a certeza de que a vida pode ser mágica. E a dela com certeza era. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pensa que engana, essa casa!

A menina amanheceu para sua primeira entrevista de emprego. O dia acordou bonito e ensolarado; era um belo dia para se começar a trabalhar, um dia alegre, contagiante, acolhedor. 
Nele, a menina caminhava até o ponto de ônibus, e o caminho parecia o mesmo, até que... PUFT! Uma nova casa nasceu naquela rua, nunca tinha sido vista antes. A casa era da cor de banheiro de casa de avó: marrom alaranjado, cor de velho... mas a casa era nova! A menina nunca vira antes. Estava abismada imaginando de que abismo a casa saiu. Mas ela, a casa, estava calminha, como se sempre estivesse ficado ali, e, paradinha, estivesse só aproveitando para tomar um sol. "Pensa que me engana, essa casa!", pensou a menina. "Amanhã pego ela na botija!"



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Beijos, Marcelinha

sábado, 12 de setembro de 2015

O último domingo

Nos conhecemos através de amigos em comum, passávamos noites inteiras conversando, durante o dia compartilhávamos as bobagens da rotina e foi assim por alguns meses. Pedro morava alguns quilômetros de distância de mim, nunca havíamos nos visto, mas nossa conexão era inata. Meus dias tinham se tornado mais fáceis e interessantes por ele se fazer presente neles de alguma forma. Foi em novembro, pouco depois do meu aniversário, que ele decidiu que viria me ver. Passamos tardes inteiras procurando estadia, combinando horários, devaneando sobre como seriam os dias que estaríamos juntos, eles pareciam não querer passar.

Finalmente chegou aquele sábado que fui encontrá-lo na rodoviária. Temi que fosse estranho nosso encontro, mas fluiu tão bem quanto os meses antecedentes, em seu abraço senti reconhecimento e meu sorriso era sincero e descontraído. Ainda não fazíamos ideia do que aconteceria nos próximos dias, mas não precisamos de muito tempo para descobrir. Deixamos nossas coisas no hotel e o levei à praia. Queria que ele tivesse visto o mar pelo dia, mas já era a noite quando enfim chegamos lá. Acabamos indo comer por ali, do segundo andar do restaurante podíamos observar o fluxo nas calçadas da orla e sentir o vento noturno em nossos rostos. Enquanto olhávamos o cardápio, senti o braço de Pedro tocar o meu, ele respondeu ao toque com um olhar e nossos lábios finalmente se tocaram. Era suave, doce e natural. Assim como nós. Naquele momento eu parecia beijar uma boca que já conhecia há anos, uma boca que era mais minha que minha própria.

O dia seguinte foi maravilhoso, passamos toda a tarde fazendo coisas de casais e conhecendo alguns dos meus lugares favoritos da cidade. E como foi bom andar de mãos dadas por aí com Pedro… Quando a noite finalmente chegou, fomos juntos para a cama. Não houve chuva lá fora, como nos filmes românticos, mas uma tempestade invadia nossos corpos, ansiosos pelos últimos momentos para aproveitarmos o nosso prazer, que estava tão íntimo no outro e logo não teríamos mais. 
Pela manhã, fui pega de súbito por uma alegria profunda e senti que estar ali era a coisa mais genuína que tinha feito em toda minha existência. Aquele final de semana foi provavelmente o mais incrível e intenso que vivi. Definitivamente intenso. Partimos para a rodoviária, nos despedimos ali. Pedro subiu no ônibus com um olhar agridoce e eu lhe mandei um beijo de despedida. Despedida. Foi meu último beijo que ele pode ver. Desde aquela manhã nunca mais falei com o Pedro. Nunca mais pude tê-lo, senti-lo, vê-lo ou ouvi-lo. Tenho certeza de que ele foi feliz. Mas daquele final de semana… daquele final de semana só me restou.




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Beijos, Marcelinha

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Uma seleção de mantras maravilhosos acalmar o coração

Há alguns meses eu estava muito confusa e me sentindo perdida e inquieta com meus pensamentos e escolhas, por coincidência essa seleção de mantras chegou até mim e na época me trouxe muita calma e me ajudou a me concentrar mais no agora, diminuindo minha ansiedade. Sei que as vezes passamos por momentos assim e não sabemos bem à quem ou ao que recorrer, então decidi compartilhar o áudio aqui no blog, para o caso de vir ser útil a alguém. 




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Beijos, Marcelinha

domingo, 21 de junho de 2015

Você já se declarou hoje?

Quinta-feira passada, dia 18 de junho, foi aniversário de uma das pessoas mais especiais que conheço. Por coincidência, eu tive um dia corrido e a promessa de que quando chegasse em casa escreveria algo legal foi sucumbida pelo cansado da noite. 
Incrível como a correria do dia-a-dia nos dá a sensação de que faltam oportunidades de declararmos amor às pessoas que gostamos.
Passei o dia seguinte inteiro me remoendo, sabia exatamente o que eu queria falar, mas o atraso me culpava e informava  que eu já havia perdido minha oportunidade. A oportunidade de dar parabéns e falar o quanto aquela pessoa é maravilhosa.


Quantas vezes nós deixamos de falar para quem gostamos algo carinhoso ou legal por acharmos que aquele não é o momento ideal? As vezes estamos cansados ou simplesmente achamos que pareceremos loucos por falar algo sem nenhum pretexto específico além de demonstrar afeto. Mas é uma bobagem deixar essas coisas passarem assim e perder  chance de fazer o outro feliz e se sentir mais feliz também.

Veja bem, não é minha intenção fazer um daqueles textos motivacionais enormes e cheios de argumentos, mas às vezes textos assim, que nos lembram o que é importante, já fazem o dia se tornar especial o suficiente para nos convencermos de doar amor à alguém que amamos. Deixe o dia de hoje se tornar especial para você, doe amor hoje e sempre que puder.


Eu mesma não consegui aguentar, e quase na madrugada de hoje eu escrevi à minha amiga as palavras que estavam guardadas em meu coração para esse dia (parabéns de novo, Mica ♥). Já basta todas as oportunidades que perdi por não perceber, não podia deixar passar essa também. Eu já fiz minha declaração, e você, já fez a sua? Não perde tempo e faz isso já! ♥


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Beijos, Marcelinha

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