quinta-feira, 7 de julho de 2011

Querida Eu.


Daqui a três dias farão exatamente três anos que o vi pela primeira vez, não era para ser, mas foi uma paixão demasiadamente intensa, justo comigo, que naquela época era tão doce e inocente, seriam meus primeiros textos, e erros, amorosos a nascerem nas próximas estações. Quem dera eu pudesse voltar e apagar toda essa mágoa e medo que você deixou aqui em mim. Quem dera... E depois de quase dois anos louca por você eu jurei a mim mesma que nunca mais tocaria em seus lábios, que nunca mais diria que o amo, que sinto sua falta, que só você pode acabar com esse vazio que tem aqui em mim. Mais de um ano se passou e durante esse tempo eu me dediquei a outros setores da vida, tive algumas paixonites , pensei que tudo isso tivesse realmente passado, que haveriam outros amores tão arrebatadores quanto este meu por você. Então você resolve voltar, justo quando eu estava triste, machucada e tão vazia, com um sorriso, uma canção e esse carinho que por algum motivo eu me refiro como carinho, apesar de não ser, é pura simpatia.
Usar palavras tão bonitas para escrever sobre um canalha como você faz parecer que realmente vale a pena, que não é tão mau assim correr pros teus lábios novamente. Minha mente a algum tempo está confusa sobre o que eu quero e o que existe, sobre sua voz e os carinhos, sobre as canções e os choros durante noites.Mas não há com que se confundir, pois agora, querida Eu, posso te contar: não há vozes sinceras, as canções não combinam com o lado dele que você, quando quer, finge não existir, aliás, o que você quer não existe. Não houve carinho, que não fosse o seu por ele e os choros foram seus momentos de sanidade sobre quem ele é. Você se apaixonou por esse amor inventado, por essa ilusão desmedida, não existem anjos de verdade, querida, anjos de uma asa não te protegem e não te amam. E eles existem somente para te machucar. Então, querida, agora posso te contar: eu não vou dizer que essa sua ferida se fechou ou que um dia fechará, mas agora você é forte o suficiente para não se incomodar tanto com essa poeira de emoções que se espalha e faz-se notável todas as vezes que você resolve varrer essa mente ilusória. Eu sei que os invernos já foram mais quentes, mas poeira não aquece, querida, só piora o resfriado.

Um comentário:

  1. Adorei esse texto, Mah. Na minha opinião, o mais forte que você já escreveu. Caramba, eu queria ter lido antes :( queria comentar ele com vc agora, haha. meu Deus, esse texto é antigo? vc se sentiu tão assim? me culpo por não reparar com tanta clareza, apesar de que eu já desconfiava, claro. SHAHUHSAH, enfim, é seu eu lírico conversando com você e eu não quero me meter, né? rs. Um tchau pra Dona Carocha e pra minha amiguinha gêmea.

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